segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DO-IN massagem chinesa para melhorar sua qualidade de vida

 
1 - Conceito
Desenvolvida na China há aproximadamente 5000 anos, o Do-In é uma massagem que está relacionada com a energia do corpo. Pela sua teoria, a saúde está relacionada com a condição energética de nosso corpo e dos órgãos. Se essa energia não circula devidamente, ficando estagnada, gera doenças.

Se houver deficiência de energia, é sinal de que a atividade de determinado órgão está baixa. Se ao contrário, o órgão projetar uma hiperatividade, é porque há excesso de energia. Em geral, os sintomas deste excesso são dor, inflamação, contração e aquecimento. Já os sintomas de falta são: hipotensão (pressão baixa), flacidez, suor frio e inchaços.
A volta do equilíbrio, depende de um movimento específico para cada órgão afetado. Essas massagens, que tonificam ou sedam o meridiano correspondente, amenizando os sintomas, são feitas com fricções, pressão dos dedos.

2 - Técnica do Do-In

Definição:

Ao contrário do que se possa imaginar, o termo Acupuntura não se limita no Oriente, a designar a técnica terapêutica que utiliza agulhas aplicadas nos pontos sensíveis dos meridianos chineses de energia. Por se tratar da cultura oriental que mais vigorosamente atingiu os povos do Ocidente, a terminologia que prevaleceu foi a adotada no Japão. Lá as técnicas medicinais de origem chinesa recebem o nome de Kampo e se subdividem em quatro áreas a saber:

1 – Acupuntura (Chen chiu, Tien chiu, Shinkiu, etc..)
2 - Moxa (termoterapia)
3 –Shiatsu (Do-ln)
4 - Anma (massagem semelhante à massagem ocidental)

No ocidente, essas técnicas foram encaradas como segmentos terapêuticos distintos e receberam diferentes designações como segue:

 
Acupuntura:

Esse termo é usado para designar exclusivamente a utilização de agulhas aplicadas nos pontos meridianos chineses de energia com objetivos terapêuticos. Atualmente completamente isolada das outras três técnicas a acupuntura tem sido ensinada em universidades ocidentais como alternativa à medicina alopática tradicional. O termo acupuntura deriva dos termos latinos acus = agulha e punctus = puncionar, perfurar; portanto literalmente acupuntura significa perfurar com uma agulha.

Moxabustão:

Termo usado para designar uma técnica terapêutica que se vale do calor obtido pela queima de cones, varetas ou aglomerados de folhas secas de Artemísia (conhecida como moxa no Japão) para tratamento de diferentes afecções, principalmente as algias. O termo moxa em japonês significa erva-pai (mo = erva, xa = pai), numa sutil referência à disciplina paterna que embora às vezes dolorosa é útil para corrigir comportamentos inadequados do filho.

Digitopressura:

Nome que se dá às diferentes técnicas que utilizam a pressão dos dedos sobre os pontos energéticos como recurso terapêutico. A origem filológica do termo também é latina, a saber: digitus = dedos, pressum = comprimir. Termos tais como digitopuntura (perfurar com os dedos) e acupressura (pressionar com agulha) são completamente incoerentes. O termo japonês shiatsu também significa digitopressura (shi = dedo, atsu = pressão) e, segundo Toku Shiro Namikoshi, fundador da Nippon Shiatsu School, tem origem chinesa e se distingue do Do-In apenas porque acrescentou às pressões terapêuticas, movimentos da massagem tradicional (anma) e deslizamentos e puxões típicos das técnicas de tração fisioterapêutica.

  
Massagem Terapêutica: a técnica anma, semelhante a outras técnicas de origem sueca, é conhecida no ocidente simplesmente como massagem terapêutica ou fisioterapia.
A Digitopressura Do-In é uma técnica de massagem de origem chinesa que visa a preservação ou recuperação da saúde, através da pressão exercida com os dedos sobre os pontos de acupuntura.

Em chinês o Do-In é mais conhecido como Tui-ah ou Tui-nah e reúne técnicas ancestrais de massagem terapêutica que se originaram em distintas épocas da história chinesa.

3 - Vantagens do Do-in:

- Simplicidade: os únicos equipamentos necessários são as agulhas (no caso da acupuntura), os cones de artemísia (no caso da moxa) ou os dedos no cada do Do-In.

- Facilidade: as técnicas e as teorias são extremamente fáceis, tanto para se aprender quanto para se aplicar.

- Eficácia: na maioria das afecções o efeito é instantâneo e duradouro.

- Ausência de efeitos colaterais.

- Economia: dispensa o uso de medicamentos e diminui a duração da convalescência.

-Versatilidade: devido à ausência de equipamentos sofisticados pode ser utilizada em quaisquer circunstâncias ambientais.

O Do-In é um complexo sistema de autotratamento que reúne o que há de melhor e mais acessível nas práticas de mobilização energética chinesas. Guiado pela perspectiva taoísta do refinamento espiritual, o DO-IN, mais que um método de prevenção e correção de enfermidades, é uma saudável proposta que visa resgatar da passividade o mais importante personagem da cena terapêutica: o paciente. Através do diálogo táctil com o próprio corpo o praticante, geralmente buscando consumir superficial e instantaneamente uma nova técnica, é surpreendido pela constatação de que cada um de nós é naturalmente dotado do poder de reagir e restabelecer os desequilíbrios que nos afligem.

Ainda mais importante que eliminar uma dor ou promover o bem estar usando as próprias mãos, é a constatação de que a cura é um processo em grande medida autogerado. Seu sucesso envolverá sempre, em maior ou menor grau, a participação ativa da própria pessoa em última análise, o verdadeiro autor da doença. A consciência de que cabem ao sujeito as primeiras iniciativas nos cuidados com sua saúde, o permite avaliar com mais clareza suas possibilidades e limitações pessoais. A partir daí, a decisão de quando buscar ajuda externa pode ser determinada de forma mais abalizada e responsável. Mas não é apenas ao leigo que o Do-In se dirige.

Ao promover a canalização energética, suas técnicas se mostram igualmente valiosas como preparação para o trabalho terapêutico com energia. E, como se norteia pela sofisticada perspectiva da psicossomática chinesa, sua investigação teórica permite um facilitado ingresso ao simbolismo do corpo, induzindo ao conhecimento de outros mapeamentos bioenergéticos, com seus pontos de contato e intersecções.

* Meridianos:

Na medicina chinesa a Energia é a essência de todas as coisas, a primeira manifestação do universo sensível. Esta energia - Chi, para os orientais - resulta da combinação de duas forças opostas - Yang, ativa ou positiva e Yin, passiva ou negativa - que surgem continuamente do Tao, a Unidade Primordial, origem do universo de pluralidades. Yang e Ying, os dois princípios antagônicos da Unidade se juntam pela força de atração dos opostos em combinações variadas e criam a energia, que se condensa formando a matéria e todas as concreções físicas.

A energia Chi desloca-se, no nível subcutâneo, através de linhas preferenciais denominadas meridianos. Esses canais imateriais conduzem a energia diferenciada em variadas combinações Yin-Yang, cujos fluxos se intercambiam alternante e complementarmente no corpo, constituindo um sistema responsável pela defesa, regulação e ressonância do organismo em relação às influências cósmicas. Saúde implica, em primeiro lugar, na circulação adequada da força vital através de canais livres e desimpedidos.

Cada meridiano é formado por um número determinado de pontos que transmitem a energia em sentido e ordem sempre constantes. Existem vários tipos de meridianos conforme a função que desempenham, sendo 14 considerados importantes - 12 meridianos principais e 2 meridianos extras. Os demais destituídos de pontos próprios são os meridianos virtuais que somente se manifestam nos estados patológicos e os meridianos de ligação denominados Vasos Secundários.

* Meridianos principais:

São pares e simétricos; cada meridiano representa um órgão ou unidade funcional que com ele se liga por meio dos vasos secundários. Nas extremidades todos os meridianos principais se interligam formando a Grande Circulação de Energia. São constituídos de:

- 6 meridianos Yin (condutores de energia com predominância da força Yin) correspondentes aos órgãos de elaboração, que transformam os elementos externos em energia e sangue => Pulmões, Baço-Pâncreas, Coração, Rins, Fígado e a função Circulação-Sexo;

- 6 meridianos Yang (condutores de energia com predominância Yang) correspondentes aos órgãos que controlam a purificação e a circulação do sangue e da energia no organismo => Intestino Grosso, Estômago, Intestino Delgado, Bexiga, Vesícula Biliar e a função Triplo-Aquecedor.

* Meridianos extras:

São ímpares e passam pelo centro do corpo. Interligam-se formando a Pequena Circulação de Energia, um sistema regulador destinado a manter o equilíbrio energético da Grande Circulação. Os dois meridianos extras são: Vaso da Concepção e Vaso Governador.


4 - Pontos de Energia

Todas as práticas chinesas incluem, diretas ou indiretamente, o trabalho de desbloqueio dos pontos de energia. Localizados abaixo da pele, esses vórtices energéticos transmitem o chi através de linhas preferenciais que se inscrevem no corpo numa topografia precisa. Ou seja, essas linhas ou meridianos, resultam de interligação ordenada dos pontos entre si, e cada meridiano dispõe de um certo número invariável de pontos. O meridiano é um trecho ao longo do circuito energético, uma faixa de representação fisioenergética com estreitas conexões com o órgão material que lhe dá o nome. Alinhados verticalmente no território somático, 309 pontos, duplicados nos dois lados do corpo, se interligam formando a Grande Circulação de Energia - a cadeia dos 12 meridianos principais. Acrescidos dos 52 pontos pertencentes aos 2 meridianos ímpares da Pequena Circulação, tem-se 670 pontos denominados pontos de meridianos. Além desses, um grande número de pontos extrameridianos, pontos dos microsistemas da orelha, do nariz, das mãos e dos pés completam um total de cerca de 1000 pontos conhecidos e utilizados nas terapias chinesas.

O que de fato ocorre quando da estimulação dos pontos - com agulhas, calor ou pressões - é algo que somente a perspectiva energética chinesa esclarece. Mas os pontos não se nivelam em importância. Cada um deles tem seus efeitos e indicações específicas, embora aqueles que pertencem a um mesmo meridiano apresentem efeitos terapêuticos muito semelhantes.

Basicamente todo ponto tem propriedades locais e sistêmicas mais ou menos pronunciadas. O efeito local refere-se a uma contingência anatômica: independentemente do meridiano a que pertence, um ponto irá influir na área do corpo onde se localiza. Sua estimulação promove o descongestionamento local, beneficiando afecções da estrutura e ainda influindo nas disfunções de um órgão que se localiza naquela região. A ação sistêmica é mais abrangente: por diferentes motivos, um ponto terá relações específicas com certas funções pertinentes ao seu meridiano; sua estimulação trará subsídios para a regularização da função alterada.

5 - Período de cada meridiano:

03 - 05: Pulmão
05 - 07: Intestino Grosso
07 - 09: Estômago
09 - 11: Baço-Pâncreas
11 - 13: Coração
13 - 15: Intestino Delgado
15 -17: Bexiga
17 -19: Rins
19 - 21: Circulação-Sexo
21 - 23: Triplo-Aquecedor
23 - 01: Vesícula-Biliar
01 - 03: Fígado


6 - Diagnose e prevenção

Nos desequilíbrios orgânicos as áreas, meridianos e pontos correspondentes se tornam doloridos; antes que o mal se manifeste somaticamente podemos detectar e tratar este desequilíbrio ainda ao nível de energia.

7 - Tratamento Especifico:

Técnicas específicas (tonificação e sedação) permitem reforçar ou acalmar o funcionamento dos órgãos internos; manter o tônus energético e impedir que a energia fique cronicamente bloqueada em certas áreas do corpo.

8 - Primeiros Socorros:

Isoladamente, cada ponto tem um raio de ação específico, de forma que seu estímulo interfere significativamente em determinados distúrbios orgânicos. Assim, para cada distúrbio há um ou mais pontos que, corretamente pressionados produzem resultados altamente benéficos, tais como o alívio de dores e de outros desconfortos.

9 - Autoconhecimento

Desde o nascimento o toque - tocar e ser tocado desempenha uma importante função de conhecimento e comunicação.

Através do DO-IN - o diálogo com o próprio corpo - fazemos a topografia da dor. Dor ou insensibilidade revela energia reprimida, bloqueada, impedida de manifestar suas funções vitais. O conhecimento das áreas estratégicas de correspondências orgânicas conduz a uma maior interação com o próprio organismo e à possibilidade de atender às necessidades dos órgãos pela vitalização dessas áreas de reflexo. Aumentando a sensibilidade do organismo, energias-alimento de nossa intuição - são igualmente melhor recebidas, reconhecidas e utilizadas. Resulta um melhor equilíbrio do corpo e de todas as funções orgânicas, psíquicas e espirituais.


10- A prática de Do-in

Após o aprendizado da técnica, a prática de Do-in consiste:

- Na prática diária preventiva, de 7 minutos.

- Na aplicação do Do-in em situações emergenciais (3 a 7 minutos de aplicações ).

- No tratamento de saúde, com aplicação de Do-in em pontos específicos para cada caso, duas vezes ao dia, durante o tempo do tratamento.

- Na prática de relaxamento, cuja seqüência dura 7 minutos.

Os resultados da prática

- A aplicação do Do-in em situações emergenciais tem resultados instantâneos. Em geral, de 7 a 10 minutos após a aplicação, o quadro apresenta melhoras.

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Os resultados do tratamento de saúde feitos através do Do-in são muito animadores. Os sintomas regridem após algumas aplicações e, mantendo-se a sua regularidade, verifica-se que a causa é eliminada. As aplicações são feitas pela própria pessoa.
- Como prática preventiva, agindo na profilaxia de doenças como o stress, o Do-in tem se revelado extremamente potente. As pessoas que praticam regularmente o Do-in adoecem menos, manifestam mais vitalidade, equilibram suas emoções e percebem suas mentes mais claras e lúcidas.


- Ao se tocar durante a prática, a pessoa entra em contato com todo seu potencial de auto-estima, de cuidados para consigo e de a consciência de si mesmo.

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